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Casa da Cal a nova porta de entrada na Quinta do Pisão

“A Casa da Cal”, inaugurada na Quinta do Pisão, “por si só, não é um fim, mas sim um princípio”, disse o arquiteto João Melo, Diretor da Gestão de Estrutura Ecológica da Cascais Ambiente. E, na verdade, a casa, ou antigo armazém das cozeduras de Cal do século XIX, agora transformado numa boa porta de entrada da Quinta do Pisão, é um excelente ponto de partida para um passeio pelo parque natural, nos seus mais variados roteiros.
Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais, salientou a importância desta intervenção enquadrando-a na estratégia da autarquia: “Hoje é bom vir à Quinta do Pisão e ver todo o trabalho que tem vindo a ser realizado, acima de tudo ver que são cada vez mais os cidadãos que a procuram nas suas variadas valências. Foi sempre esse o nosso objetivo, foi sempre essa a nossa estratégia”, disse o presidente Carlos carreiras na inauguração da Casa da Cal.
 
“Demonstramos que é possível desfrutar destes espaços nas suas várias valências e, ao mesmo tempo, preservar as nossas memórias, o nosso património, salvaguardando valores ambientais num parque natural que é tão rico para o concelho de Cascais”, disse Carlos Carreiras.
 
Uma Casa de futuro respeitando o passado
“O projeto de recuperação teve por objetivo manter o conceito de armazém, uma arquitetura depurada, evidenciado os materiais naturais e em particular as técnicas construtivas da altura”, explicou o arquiteto João Melo, deixando claro a perspetiva de usar na reconstrução da Casa da Cal traços da sua origem, mas também o propósito de integrar materiais perfeitamente enquadráveis naquele espaço natural: “Como armazém ou Casa da Cal  o que se vê aqui são restos de cal nas paredes, construídas com argamassa de Cal e, por isso, reduziu-se ao máximo a introdução de outros materiais que não fossem associados à natureza ao espaço natural e que fossem de alguma forma contaminar este conceito. Simplificar, num conceito minimalista evidenciando a pedra e a estrutura das colunas e a espacialidade”, explicou João Melo.
 
E o que se pode encontrar nesta casa?
Desde logo uma exposição permanente sobre a história da quinta, o seu património natural, histórico-cultural, mas também, refere João Melo, “um conteúdo associado à sua génese de formação, génese geológica, litológica, a parte da conservação da natureza em termos de habitat e biodiversidade, a parte da organização da quinta, em termos de paisagem, da forma como são utilizadas as pastagens, os matos, as várzeas que são agricultadas”.
 
Esta casa, precisa o arquiteto “acaba por ser uma porta de entrada no Parque Natural Sintra/Cascais” um dos mais visitados a nível nacional, passando a ser “um ponto de partida para explorar o resto do parque e em outras áreas, da quinta, com os seus 380 hectares, mas o parque natural também” que sendo muito maior, esta porta acaba por facilitar esse início de passeio.
 
Neste momento a Quinta do Pisão conta com cerca de 3500 visitantes/mês e, garante João Melo, com esta casa “e com estas condições vão permitir aumentar o número de visitantes”. Ainda assim o arquiteto defende a necessidade de um tipo de visitante consciente do espaço que vai visitar: “Um dos principais problemas da visitação é o impacto na natureza, é o excesso de visitantes. Estamos a monitorizar, vamos acompanhar, mas o que é importante para aqui é uma visitação ordenada. Durante todos estes anos trabalhamos a ordenar o território, para que a sua visitação não seja tão impactante na conservação da natureza e por isso vamos gerindo sempre isto desta maneira”. 
 
Horário de funcionamento: todos os dias das 9h00-18h00. Mais sobre a Quinta do Pisão.
 
 

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