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Cascais é primeira “cidade experimental” de startups

O BIG Smart Cities apresentou, esta segunda-feira, 17 de abril, a criação da primeira “cidade experimental” para startups no município de Cascais. O anúncio foi feito quando da apresentação da 5ª edição desta competição de empreendedorismo, cujos vencedores vão poder testar, em ambiente real, as soluções tecnológicas para as cidades inteligentes do futuro.

O BIG Smart Cities tem como objetivo descobrir e apoiar ideias de negócio de base tecnológica e de inovação que melhorem o dia-a-dia de quem vive, visita e trabalha nos centros urbanos, para um futuro mais “smart” e global. “ Este é o 5º ano desta competição que já envolveu 15.000 pessoas, 960 ideias e cerca de cinco milhões de euros de investimento, dando origem a 19 projetos premiados e a mais de 20 startups criadas e cerca de 100 postos de trabalho” garantiu Miguel Muñoz Duarte, professor da Nova SBE – School of Business and Economics e mentor do BIG Smart Cities.

Desta competição já saíram aplicações que hoje são um verdadeiro sucesso como a “Guestu” e a “Inviita”, aplicações direcionadas para o turismo, a “Cool Farm” ou a “360 Waste” no campo da tecnologia e inovação aplicadas á agricultura e à gestão de resíduos, respetivamente.     

Cascais vai ter agora oportunidade de experimentar em tempo real os projetos vencedores desta 5ª edição do BIG Smart Cities” referiu o Presidente da Vodafone, Miguel Vaz, um dos patrocinadores deste concurso que pretende investir e apoiar startups que visam resolver os problemas das cidades através de tecnologia e inovação, de forma a melhorar a qualidade de vida dos que lá vivem e trabalham ou de quem as visita, através do crescimento sustentável, a melhoria da mobilidade e a defesa do ambiente.

Para além dos prémios financeiros, os parceiros da BIG Smart Cities - a Vodafone, a Ericsson e agora o município de Cascais - vão apoiar os projetos em todas as suas fases, incluindo a fase final da experimentação, através da rede nacional de cidades experimentais de que Cascais é fundador.

Miguel Pinto Luz, vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, deixou um convite claro extensível a todos os empreendedores vencedores desta 5ª edição do BIG Smart Cities que “venham trabalhar com o executivo municipal e os técnicos da autarquia e testem aqui em Cascais os seus projetos porque somos um concelho que gosta de experimentar e é pioneiro no empreendedorismo e inovação”, referiu i autarca.

De facto, a escolha de Cascais para palco de experimentação das startups vencedoras não é por acaso já que “este é um concelho que acolhe com apreço as novas tecnologias e a inovação e possui excelentes infraestruturas para atrair empresas nesta área” voltou a sublinhar o Presidente da Ericsson Portugal, Pedro Queirós.

Alguma da tecnologia aplicada às cidades inteligentes já é utilizada no concelho, no dia-a-dia dos munícipes que aqui vivem ou trabalham, por quem nos visita e, ainda. nas atribuições e competências do Município.  

É o caso do sistema integrado de transportes MOBI-Cascais, onde através de uma só aplicação é possível integrar todos os meios de transporte existentes, onde se inclui o uso de bicicletas partilhadas e o estacionamento. Para além disso, os pacotes de mobilidade permitem não só integrar todos esses transportes como poupar a bolsa das famílias, com descontos que vão até os 26% na aquisição dos tarifários de transporte.

Outro dos campos em que Cascais é inovador é na gestão inteligente de resíduos sólidos. A "Smart Waste Management" permite, entre outras coisas, a  aplicação de sensores nos contentores subterrâneos, para indicar em tempo real o nível de enchimento dos mesmos, evitando, por um lado, que estes fiquem demasiado cheios e, por outro, impedindo viagens desnecessárias dos veículos de recolha. Os veículos municipais conseguem, assim, fazer menos 180.000 quilómetros/ano, reduzindo as emissões de CO2 em 352 mil toneladas/ano, o que resulta numa poupança para os cofres do município de 800.000 euros/ano.

 

Mas, não é só na monotorização dos contentores que as novas tecnologias ajudam a fazer uma gestão inteligente de resíduos. Os veículos de recolha estão também equipados com tecnologia que permite georreferenciar e tipificar objetos fora de uso e cortes de jardins que se encontrem na via pública, para posterior gestão de rotas de recolha. A aplicação FIX Cascais permite também a qualquer pessoa georreferenciar uma situação ou problema detetados na via pública. 

Também nos espaços museológicos de Cascais há tecnologia inovadora que permite gerir, por exemplo, o espaço interativo no Museu da Vila. Este museu encontra-se equipado com um sistema de iluminação inteligente que adapta a luminosidade de cada expositor à aproximação dos visitantes, permitindo as melhores condições de iluminação em cada momento. Este espaço está também dotado com um mapa de cor que permite dizer quantas pessoas e por quanto tempo aquela vitrina foi visitada.  Também o sistema de iluminação pública “Smart Lights” tem uma gestão central que permite ajustar as luminárias ao ciclo solar, alertar para avarias, assim como sensores de qualidade do ar e, em alguns casos, a possibilidade de instalar spots de Wi-Fi. 

Estes são só alguns exemplos que colocam Cascais no mapa das Smart Cities portuguesas e europeias e a partir de agora, em colaboração com a Nova SBE e demais parceiros, campo de experimentação das tecnologias mais recentes e inovadoras, através do BIG Smart Cities.

    

 

Cascais Digital

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