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Mobi Cascais é “emblemático” defendeu o secretário de Estado José Mendes

No decurso do debate sobre Mobilidade, que decorreu esta semana em Viseu, o secretário de Estado Adjunto e do Ambiente, José Mendes referiu-se ao Mobi Cascais como um sistema de mobilidade “bem emblemático do que interessa às nossas cidades”. Neste encontro, organizado pela Transportes em Revista, participou o vice-presidente da Câmara Municipal de Cascais, Miguel Pinto Luz.

“Não posso deixar de referir a importância da intervenção desmaterializada e integradora da mobilidade, por oferecer ao cidadão a possibilidade de escolher em cada momento e para cada viagem o modo mais apropriado. E, o caso da Mobi Cascais é bem emblemático daquilo que interessa às nossas cidades e que vale a pena visitar”, disse o secretário de Estado José Mendes, numa intervenção sobre o planeamento, o financiamento e a contratualização dos serviços de mobilidade.

Miguel Pinto Luz explicou a razão de Cascais “se ter isolado” da área Metropolitana de Lisboa, assumindo-se como autoridade Municipal de Transportes: “Não teve a ver com um comportamento sectário”, pelo contrário, disse ter, sobre essa matéria, “uma visão holística, integrada”. Porém, entende que “a Área Metropolitana de Lisboa não tem hoje meios, nem competência, nem conhecimento, nem capacidade para gerir em tempo útil aquilo que hoje urge ser feito na área metropolitana”.

De outro modo, disse o vice-presidente da autarquia de Cascais, “não conseguiríamos oferecer ganhos às populações (…) melhor qualidade de serviço e mais barato”, dando o exemplo das opções que permitiram uma “redução significativa nas tarifas, nos passes intermodais”.

Mas isso não quer dizer, acrescentou Miguel Pinto Luz que, “num momento posterior, não venha Cascais a integrar as soluções mais macroscópicas, mais regionais”, quando elas demonstrarem “maturidade suficiente”.

Deu o exemplo da relação estabelecida pela autarquia - enquanto Autoridade Municipal dos Transportes - com os operadores: “Em Cascais temos uma solução muito prática de relacionamento muito direto com os operadores, que vieram a jogo e estão a fazer um esforço, recorrendo e mitigando as suas margens e tentando alargar o leque de oferta às populações. É uma palavra para os privados, porque não podemos fazer nada sozinhos”, disse.

Pinto Luz falou ainda das novas carreiras criadas pela Mobi e que a Scotturb (um dos parceiros do MOBI Cascais) ainda não está a explorar: “Isso dá-nos conhecimento de toda a cadeia de valores, das margens que os operadores podem ter ou não, dos custos de operação”, concluiu. 

Nestre encontro participaram ainda, entre outros, o presidente da Autoridade da Mobilidade e dos Transportes, João Carvalho e o presidente da Câmara Municipal de Viseu e anfitrião neste evento, António Almeida Henriques.  

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