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O Fado encheu o Mercado da Vila de Cascais

No Mercado da Vila de Cascais fez-se silêncio e cantou-se o fado, numa homenagem a Carlos Zel, natural de Cascais. O Fado voltou ao mercado para assinalar o 65º aniversário deste espaço. “Cascais gosta e adere ao fado; hoje homenageamos aqui um dos nossos, um grande fadista, Carlos Zel”, disse Carlos Carreiras, presidente da Câmara de Cascais. “Este novo mercado da Vila, renovado, permite ter outro tipo de iniciativas, num ambiente intimista”.

Joana Amendoeira foi a primeira a subir ao palco. A fadista que cantou pela primeira vez com Carlos Zel aos 12 anos, disse emocionada: "foi um dia que nunca esquecerei e é para mim uma honra estar presente nesta homenagem”.

“Este ano, o Mercado da Vila comemora 65 anos. É um mercado que está na sua máxima força, renovou-se nos últimos cinco anos, mas manteve a tradição, a sua essência de mercado saloio”, referiu Fernando Marques, administrador da DNA Cascais.

Com cerca de 2500 pessoas na plateia, subiram ao palco João Braga, Mafalda Arnauth, Celeste Rodrigues, Pedro Moutinho, Joana Amendoeira, José da Câmara e Carlos Leitão, com a participação especial do guitarrista Mário Machado.

Carlos Zel nasceu no dia 29 de setembro de 1950, na Parede e faleceu na mesma freguesia a 14 de fevereiro de 2002. Detentor de um estilo onde a tradição interpretativa nunca deixou de marcar presença. Carlos Zel popularizou temas como o “Meu amor morre no mar”, “Sonho louco”, “Palavra à solta”, “Prece”, “Fado Pechincha”, “Tenho saudades da baixa”, “Amar outra vez”, “Quero tanto aos teus olhos” ou “Travessa do poço dos Negros”.

O Mercado da Vila foi inaugurado há 65 anos e continua a ser ponto privilegiado de comércio e de encontro dos cascalenses. O espaço beneficiou de uma renovação que lhe conferiu a sintonia entre a tradição e a modernidade. Requalificado, mantém a tradição do mercado saloio e da habitual feira do Levante. Tem agora mais oferta, com novas lojas e espaços de restauração que são já uma referência na oferta gastronómica. As lojas partilham uma esplanada comum com capacidade para 200 pessoas. Às quartas e sábados de manhã mantêm-se como os dias do mercado saloio. Às quartas-feiras continua a realizar-se também a feira de Levante, com a venda de roupas, sapatos.

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