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Câmara investe mais de seis milhões de euros em Centros de Saúde

Câmara de Cascais vai investir mais de seis milhões de euros na construção de dois novos centros de saúde nas freguesias de Cascais e Estoril e a União de Freguesias de Carcavelos e Parede e na ampliação do centro já existente em S. Domingos de Rana. O objetivo é que toda a população do concelho tenha médico de família até 2019. A decisão, aprovada na segunda-feira em reunião de Câmara, surge na sequência de um acordo de colaboração entre a Câmara de Cascais e a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo (ARS-LVT).
Segundo o acordo, a ARSLVT fica obrigada a equipar as unidades de saúde (material médico e mobiliário) e alocar os recursos (pessoal especializado).
 
À Câmara de Cascais caberá a decisão da localização dos terrenos para construção das infraestruturas de saúde, a elaboração ou obtenção de projetos de arquitetura, a construção ou requalificação dos equipamentos de saúde já existentes e do edificado a adaptar às funções de saúde. Os novos centros de saúde vão localizar-se nas freguesias de Cascais e Carcavelos-Parede.
 
Em São Domingos de Rana será feita a ampliação do equipamento existente. Carlos Carreiras, presidente da Câmara Municipal de Cascais, refere, que “este processo prova que, quando há boa vontade e iniciativa política, independentemente dos partidos ou das responsabilidades, os diferentes níveis da administração podem resolver os problemas dos cidadãos”.
 
O investimento autárquico deverá rondar os cinco milhões de euros, sem contar com os terrenos para futuras construções, e a contribuição do Estado será de cerca de um milhão de euros.
 
Segundo Carlos Carreiras, um milhão de euros foi o valor que a câmara pagou para completar a aquisição do antigo edifício do Hospital de Cascais ao Estado.
 
“O senhor ministro da Saúde deu-nos a garantia de que esta verba será reinvestida no concelho de Cascais, facto que nos deixa profundamente satisfeitos porque são investimentos de que estamos precisados para continuar a ter uma saúde pública universal de qualidade”, acrescenta.
 
Carlos Carreiras sublinha ainda que tem sido feita uma aposta “muito significativa” na Saúde, passando-se de zero camas de cuidados continuados em 2013 para 400 camas em 2019. “Passamos também de uma escassez de médicos de família em 2013 para uma situação em que prevemos, em 2019, ter toda a população coberta”, conclui.
 
 

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