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Salvato Telles de Menezes

Artigo de Opinião: Salvato Telles de Menezes |Presidente da Fundação D. Luís I

"A delicada mão regressou ao pote, acariciou os papelinhos dobrados e retirou um: Café Itália. Quem desce para os Paços do Concelho, preferentemente depois de ver a bela exposição terEstado, de João Jacinto e Miguel Navas, no Centro Cultural de Cascais, e espreitar as obras de Josefa de Óbidos que sacramente ornamentam as paredes da Igreja Matriz, encontra, a meio caminho, um portão de ferro de um antigo hotel de charme, agora transformado, para satisfação dos frequentadores, em restaurante (italiano) com o pseudónimo de Café.

O simpático casal que gere os destinos da casa (Lucia Ronca, italiana do Norte, e Daniel Ferreira, português de gema) – conheceu-se nos tempos do hotel em 1975 – época de altas temperaturas em diversas áreas de actividade – e acabaram por abrir o estabelecimento que hoje conhecemos, mantendo, curiosamente, na casa de banho, uma banheira, reminiscência dessa anterior vivência. Creio que será o único restaurante no mundo que oferece aos clientes a possibilidade de um banho de imersão: de preferência antes do repasto.

Outra curiosidade do Café Itália é uma parede onde estão penduradas duas fotografias: uma da Signora (L. Ronca) com o Papa João XXI, na altura cardeal de Veneza, e outra, capturada fortuitamente numa rua de Roma, com Il Cavaliere.   

Mas a melhor de curiosidade é a cozinha: gerida, com mão sábia e, creio, benevolamente disciplinadora pela Signora, produz pratos muito bem trabalhados e conseguidos, mostrando sempre um equilíbrio de sabores que não é muito comum em casas similares. A minha sugestão é que a carta seja dispensada, não porque lhe faltem informações pertinentes mas porque se adequa sobretudo a satisfazer os (muitos) clientes estrangeiros, e se solicite a judiciosa opinião do Sr. Daniel. É o que faço: o resultado tem sido uma persistente satisfação para as minhas papilas gustativas.

Cesare Pavese escreveu que laborare stanca, mas para Lucia e Daniel isso não é problema, sabem que só trabalhando, como manda a ética nortista, se tem êxito".

"C" 71 (1) - julho de 2016

Cascais Digital

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